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Como utilizar extintores de incêndio em condomínios?

Os extintores de incêndio, apesar de não serem obrigatórios em todos os condomínios, devem ser um investimento prioritário nos edifícios. O perigo de incêndio é uma ameaça bastante real, que pode colocar em risco a vida dos habitantes e a preservação do próprio edifício. Neste artigo, iremos abordar alguns tópicos relacionados com a presença de extintores nos condomínios.

Todos os condomínios precisam de ter extintores?

O uso de extintores em condomínios é algo aconselhável, mas não obrigatório para todos. No entanto, em caso de obrigatoriedade, a falta de extintores origina o pagamento de uma coima que pode variar entre os 180 e 11.000€. Apenas os prédios com até 9 andares e 3 pisos subterrâneos não são obrigados a ter extintores.

No entanto, independentemente do número de andares e da dimensão do edifício, a presença de extintores pode ser sempre bastante útil, pois estas ferramentas permitem extinguir incêndios rapidamente quando estes estão ainda na sua fase inicial.

Quais os requisitos a cumprir para uma boa utilização dos extintores?

Certos requisitos devem ser cumpridos, de modo a assegurar que os extintores são utilizados da melhor forma possível, entre os quais:

  • Devem estar colocados tendo em conta o tipo de utilização desejada
  • Devem ser adequados ao risco
  • Devem estar sinalizados
  • Devem estar presentes em locais de grande visibilidade
  • O seu manípulo não deve estar a uma altura superior a 1,2 metros do chão
  • Devem ser submetidos a uma manutenção anual
  • Devem ser carregados de 5 em 5 anos, exceto os extintores de dióxido de carbono.

Como deve ser efetuada a manutenção dos extintores?

Como já mencionado, as manutenções devem ser regulares, de preferência numa base anual. Além disso, os extintores devem ser carregados a cada 5 anos, com a exceção dos extintores de dióxido de carbono.

Além da manutenção anual, devem ser realizadas ainda verificações trimestrais, de modo a assegurar que os extintores estão presentes nos locais certos, que os seus acessos não estão obstruídos, que o seu selo não foi violado, que o estado geral do equipamento se encontra bem preservado, que as instruções de utilização se encontram em português, etc.

Apenas uma empresa autorizada pela Autoridade Nacional de Proteção Civil deve realizar a manutenção dos extintores. Após cada intervenção, um relatório deverá ser elaborado para referir que a intervenção em causa foi realizada, bem como o resultado e as conclusões da mesma.

Depois, o relatório deverá ser entregue ao condomínio, que se responsabiliza por todas as inspeções, manutenções, verificações e recargas dos extintores. No entanto, este tipo de fiscalização é também da responsabilidade da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Como utilizar o extintor correto para cada cenário de incêndio?

Ao contrário do que muitas pessoas possam ainda pensar, existem extintores adequados (que variam entre classe A, B, C, D, F) para diferentes cenários de incêndio:

  • Classe A: incêndios originados por combustíveis sólidos como tecidos ou madeira, por exemplo. Neste caso, os extintores mais adequados são aqueles à base de água, extintores de espuma, extintores de pó químico seco ABC ou extintores de hidrofluorocarbonetos.
  • Classe B: incêndios originados em líquidos ou sólidos liquidificáveis, como gasolina, tintas, vernizes, etc. Neste caso, deve optar-se por extintores de espuma, extintores de água com aditivo, extintores de pó químico seco BC ou ABC, extintores de dióxido de carbono ou ainda extintores de hidrofluorocarbonetos (HFC’s).
  • Classe C: incêndios originados da combustão de gases, como gás natural, propano, butano, etc. Neste caso, a solução mais adequada é apostar nos extintores de pó químico seco do tipo BC ou ABC ou por extintores de hidrofluorocarbonetos (HFC’s).
  • Classe D: incêndios originados da combustão de metais leves, como alumínio ou magnésio. Perante este cenário, deve-se apostar em extintores de pó químico D, e assegurar que são apropriados ao metal combustível em causa.
  • Classe F: incêndios originados de produtos na cozinha, como óleo ou gorduras vegetais, etc. Neste cenário, os extintores mais adequados são os que recorrem a um agente químico húmido, uma solução de água e acetato de potássio, que permite transformar os óleos e gorduras numa substância saponácea.

Outros fatores a considerar sobre extintores:

  • Para extinguir fogos em equipamentos elétricos sob tensão, deve-se optar pelos extintores de dióxido de carbono, a não ser que o difusor seja metálico. Os extintores de pó químico ou à base de água podem ser também usados.
  • Os extintores mais comuns são os portáteis, mas os móveis devem ser considerados em áreas com grande risco de incêndio.
  • Para a utilização eficaz de um extintor, é preciso ter ainda em conta o tempo de descarga, o alcance do mesmo e a experiência e conhecimentos que o utilizador do equipamento possui sobre o manuseamento do mesmo.

Os incêndios são uma ameaça real em qualquer condomínio, pelo que, independentemente da sua obrigatoriedade, aconselhamos apostar nestes equipamentos pelo bem comum.

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